A dengue é uma doença contraída por meio da picada
do mosquito fêmea do Aedes aegypti. Quando o mosquito fêmea pica uma pessoa,
injeta junto o vírus da dengue. Após o contágio o vírus se desenvolve no
organismo e provoca febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor
muscular e nas articulações, indisposição, enjoos, vômitos, manchas vermelhas
na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Esses sinais são apresentados quando a infecção é por dengue clássica (dengue
normal/fraca).
Outra forma da doença é a dengue hemorrágica, que
provoca alterações da coagulação sanguínea. Inicialmente apresenta os sintomas
normais, mas, após o terceiro ou quarto dia da doença, surgem hemorragias em
virtude do sangramento de pequenos vasos da pele e nos órgãos internos. Esse
caso de dengue pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias,
gastrointestinais e uterinas. Quando os sintomas de febre acabam, a pressão
arterial do doente pode cair, o que pode gerar tontura, queda e choque. Quando
esse caso não for tratado pode levar o infectado a morte.
Todo cuidado é pouco para evitar a proliferação do
mosquito da doença
O melhor remédio contra a dengue continua sendo a
prevenção. Evitar que o mosquito se reproduza dará mais resultados ao invés de
remediar a doença. O Aedes aegypti deposita seus ovos nas paredes de
recipientes em que há água parada, como caixa d’água, bebedouros de animais,
tampinha de garrafa, caco de vidro e qualquer outro material que junte água. É
importante saber que o ovo continua vivo mesmo que o recipiente fique vazio,
por isso, é importante que o lixo não fique exposto a água e que os recipientes
sejam limpos com escova.
Para matar os mosquitos adultos, pode-se usar
qualquer inseticida. O “fumacê” é utilizado apenas em locais onde há surto de
dengue. Ele não acaba com os criadouros, sendo necessário uma nova passagem no
local para eliminar com os mosquitos que vão se formando. Essas medidas devem
ser contínuas para todos de uma comunidade, pois os mosquitos não escolhem quem
vai infectar.
As pessoas com suspeita de estarem com a infecção
devem procurar um posto de saúde. O médico fará os exames que confirmarão se o
paciente encontra-se ou não infectado. O exame é feito pelo histórico do
paciente e por exame de sangue. Mesmo sem a confirmação da doença, se a
pessoa apresenta os sintomas, deve imediatamente iniciar tratamento adequado.
É importante que o infectado não faça nenhuma
automedicação. Apenas o médico terá respaldo para informar qual medicamento
deverá ser usado. O uso de medicamentos à base de ácido acetil salicílico e
anti-inflamatórios, como a aspirina e o AAS, devem ser evitados, já que eles
têm ação anticoagulante e seu uso pode favorecer o aparecimento de hemorragias.
Não há tratamento da doença, apenas dos sintomas. Por isso, é importante o
acompanhamento de um profissional de saúde.
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