Dengue



UBV: festa que os políticos desavisados e a mídia adoram

O UBV (Ultra Baixo Volume) popular fumacê é realizado em localidades com a intenção de eliminar os possíveis vetores contaminados e interromper, ou seja, cortar a transmissão da dengue. É ainda mais pernicioso (nocivo). Além daquela falsa impressão de segurança, sua baixa eficácia já foi mais do que comprovada cientificamente. Esta técnica, utilizada em outras doenças transmitidas por vetores, foi adaptada para o controle da dengue, e não levou em consideração os hábitos do Aedes aegypti. A possibilidade das gotículas matarem o mosquito é bastante reduzida, pois sua ação se dá por contato, no momento em que o mosquito está voando e não tem efeito residual prático nos locais de abrigo dos vetores.

O Aedes aegypti se refugia nos armários, embaixo dos móveis e atrás da cortina, não sendo atingido pelo inseticida. E os seus horários de voo são no início da manhã e final da tarde, o que torna sem sentido uso fora destes horários. Outras dificuldades técnicas, como necessidade que as janelas das casas fiquem abertas, velocidade do veículo e ocorrência de ventos que mudam a direção do UBV servem como coadjuvantes na inadequação deste método.

Deve ser observado também o impacto ambiental, matando inclusive inimigos naturais do mosquito transmissor da dengue. Considere-se ainda que a cipermetrina é classificada como inseticida piretróide classe II (altamente tóxico - faixa amarela) conforme norma da Organização Panamericana de Saúde (OPS, 1997; MS, 1997) e apresenta longo efeito residual em materiais como madeira e argamassa (Augusto et al, 2000). Entretanto políticos desavisados e a mídia adoram, pela sua alta visibilidade: tem cheiro, faz barulho e aparece.

Claro que não. É como você colocar a culpa na vítima Sempre procuramos um vilão, e de preferência que nos exima de culpa. O maior desafio da nossa responsabilidade como profissionais envolvidos no problema e do poder publico, é o de manter a população motivada para o combate ao Aedes aegypti. E outro desafio é a participação dos profissionais de saúde de um modo geral quanto ao possível diagnóstico, com sua participação específica e efetiva como sentinelas da vigilância epidemiológica.

Mas, a dengue não é um problema só da saúde. Cabe às autoridades sanitárias construir políticas e gestões intersetoriais entre as autoridades de educação e meio ambiente, melhorar o nível de conscientização da população e a contribuição importante da mídia como o instrumento auxiliar desse envolvimento de todos os grupos sociais.


A origem do mosquito Aedes aegypti 
Como ele chegou ao Brasil. à origem etimológica do termo vem do grego “odioso”, “desagradável”, e do latim, “do Egito”.

O módulo também esclarece que o mosquito é originário do Egito, na África, e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século XVI, inicialmente por meio de navios que traficavam escravos. O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, mas o seu nome definitivo, Aedes aegypti, só seria estabelecido em 1818.

No Brasil, os primeiros relatos de dengue datam do final do século XIX, em Curitiba, no Paraná, e do início do século XX, em Niterói, no Rio de Janeiro. No início de século XX, o mosquito já era um problema, mas não por conta da dengue: na época, a principal preocupação era a transmissão da febre amarela urbana. 

Em 1955, o Brasil erradicou o Aedes aegypti como resultado de medidas para controle da doença. No entanto, no final da década de 1960, foi verificado que o vetor estava presente novamente em território nacional. Hoje, o mosquito é encontrado em todos os estados brasileiros.


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Tire duvidas sobre a doença
Dengue hemorrágica sempre apresenta sangramento? Dengue clássica mata? É possível pegar dengue e não apresentar nenhum sintoma?

Apesar da Baixada Santista ter vivido uma epidemia da doença em 2010 e ter quatro cidades nesta situação este ano, a dengue ainda desperta dúvidas na população. E como se diz que para combater o inimigo é preciso conhecê-lo, o infectologista Marcos Caseiro esclarece algumas questões sobre a doença que avança na região.

Segundo o Ministério da Saúde, na apresentação clássica da dengue, a primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC), associada à dor de cabeça, no corpo e nos olhos. Em 50% dos casos, a doença provoca manchas no corpo, atingindo face, tronco e membros, podendo aparecer também nas plantas de pés e mãos.
A pessoa com dengue pode apresentar náuseas e vômitos. Porém, a diarreia associada à dengue, geralmente, não é volumosa, numa frequência de três a quatro evacuações por dia. Isso, segundo cartilha do Ministério da Saúde, ajuda a diferenciar de gastroenterites de outras causas.

Sem sintomas
No entanto, explica Caseiro, é possível que uma pessoa infectada com o vírus da dengue não apresente nenhum sintoma da doença. "De cada pessoa com dengue clássica, devem ocorrer 10 casos de pessoas que se contaminaram e tiveram poucos ou nenhum sintoma", diz o médico.

Ainda de acordo com ele, e ao contrário do que muitos pensam, pequenos sangramentos podem ocorrer nos casos de dengue clássica, não indicando, necessariamente, uma situação de dengue hemorrágica. "Observe que, para ser dengue hemorrágica, são necessárias outras características. Só hemorragia gengival, por exemplo, não caracteriza dengue hemorrágica", diz Caseiro.

Diferença entre os sintomas.
De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta: dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, pele pálida, fria e úmida. Aí também são observados os sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental e sede excessiva e boca seca. São verificados ainda pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.

As formas graves da doença podem se manifestar com sinais de disfunção de órgãos como o coração, pulmões, rins, fígado e sistema nervoso central (SNC). Elevação de enzimas hepáticas ocorre em até 50% dos pacientes, podendo, nas formas graves, evoluir para insuficiência hepática, associada à icterícia (síndrome caracterizada pela coloração amarelada de pele e mucosas), distúrbios de coagulação e encefalopatia.

Ainda de acordo com o especialista, para que seja confirmada a dengue hemorrágica, é necessário que o exame do laço (laboratorial) dê positivo e que sejam confirmados todos os critérios a seguir: febre ou história de febre recente de sete dias; queda de plaquetas (menor que 100.000/mm3); tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, pontos vermelhos, manchas roxas na pele e sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal; extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar.

Também é possível verificar aumento excessivo de líquido entre a membrana que reveste o pulmão e também fluído entre a membrana que reveste o abdômen.
Caseiro explica que dengue clássica não leva a morte e que, no caso da hemorrágica, se conduzida adequadamente, a letalidade não é alta. O tratamento entre as duas formas, detalha o médico, diferencia-se basicamente pela necessidade de maior ou menor ingestão de líquido. "A recuperação depende de pessoa para pessoa. Porém, há casos que demoram até um mês para atingir uma recuperação total".

Tipo 4
Conforme o médico infectologista, o risco da doença se manifestar na forma mais grave (hemorrágica) está relacionado mais às infecções sequenciais do que diretamente ao sorotipo da dengue. “O risco de dengue hemorrágica aumenta conforme as pessoas vão se infectando com vírus diferentes (1, 2, 3 e 4). Teoricamente, o tipo 4 (que começou a circular este ano na Baixada) é de menor risco que o 2, por exemplo, que foi o registrado com maior incidência na epidemia de 2010”, explica.

Mosquito
Em meio ao combate à dengue no País, um estudo realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revela detalhes dos hábitos do Aedes aegypti.
O mosquito, segundo a pesquisa, é um inseto com hábitos diurnos e somente a fêmea transmite a doença. Ela é maior do que o macho e tem a antena com menos pêlos. A pesquisa aponta que o mosquito ataca entre 7h30 e 10 horas e entre 15h30 e 19 horas. Como o mosquito da dengue voa baixo, em média 1,20 metro de altura, pica principalmente do joelho até os pés.

A dengue só é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Aliás, apenas pela fêmea do mosquito, que pica para poder amadurecer seus ovos.


Fonte:
http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=185976&idDepartamento=5&idCategoria=0


Aspectos epidemiológicos
A dengue e um dos principais problemas de saúde publicam no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2,5 bilhões de pessoas – 2/5 da população mundial – estão sob risco de contrair dengue e que ocorram anualmente cerca de 50 milhões de casos. Desse total, cerca de 550 mil necessitam de hospitalização e pelo menos 20 mil morrem em consequência da doença.

Nas ultimas duas décadas, a incidência de dengue nas Américas tem apresentado uma tendência ascendente, com mais de 30 países informando casos da doença, a despeito dos numerosos programas de erradicação ou controle que foram implementados. Os picos epidêmicos têm sido cada vez maiores, em períodos que se repetem a cada 3-5 anos, quase de maneira regular. Entre 2001 e 2005, foram notificados 2.879.926 casos de dengue na região, sendo 65.235 de dengue hemorrágica, com 789 óbitos.

As maiores incidências nesse período foram reportadas pelo Brasil, Colômbia, Venezuela, Costa Rica e Honduras (82% do total).

No Brasil, a primeira epidemia documentada clinica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982, em Boa Vista (RR), causada pelos sorotipos 1 e 4. Em 1986, ocorreram epidemias atingindo o Rio de Janeiro e algumas capitais da região Nordeste. Desde então, a dengue vem ocorrendo no Brasil de forma continuada, intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas com a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente indenes e/ou alteração do sorotipo predominante.

Na epidemia de 1986, identificou-se a ocorrência da circulação do sorotipo DENV1, inicialmente no Estado do Rio de Janeiro, disseminando-se, a seguir, para outros seis estados ate 1990. Nesse ano, foi identificada a circulação de um novo sorotipo, o DENV2, também no Estado do Rio de Janeiro. 

Durante a década de 90, ocorreu um aumento significativo da incidência, reflexo da ampla dispersão do Aedes aegypti no território nacional. A presença do vetor, associada a mobilidade da população, levou a disseminação dos sorotipos DENV1 e DENV2 para 20 dos 27 estados do pais. Entre os anos de 1990 e 2000, varias epidemias foram registradas, sobretudo nos grandes centros urbanos das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil, responsáveis pela maior parte dos casos notificados. As regiões Centro-Oeste e Norte foram acometidas mais tardiamente, com epidemias registradas a partir da segunda metade da década de 90.

A circulação do sorotipo DENV3 do vírus foi identificada, pela primeira vez, em dezembro de 2000, também no Estado do Rio de Janeiro e, posteriormente, no Estado de Roraima, em novembro de 2001.

Em 2002, foi observada a maior incidência da doença, quando foram confirmados cerca de 697.000 casos, refletindo a introdução do sorotipo DENV3. Essa epidemia levou a uma rápida dispersão do sorotipo DENV3 para outros estados, sendo que, em 2004, 23 dos 27 estados do país já apresentavam a circulação simultânea dos sorotipos DENV1, DENV2 e DENV3 do vírus da dengue.

No Brasil, os adultos jovens foram os mais atingidos pela doença desde a introdução do vírus. No entanto, a partir de 2006, alguns estados apresentaram a recirculação do sorotipo DENV2 apos alguns anos de predomínio do sorotipo DENV3. Esse cenário levou a um aumento no numero de casos, de formas graves e de hospitalizações em crianças, principalmente no Nordeste do país. Em 2008 foram notificados 585.769 casos e novas epidemias causadas pelo sorotipo DENV2 ocorreram em diversos estados do país, marcando o pior cenário da doença no Brasil, em relação ao total de internações e óbitos ate o momento.

Essas epidemias foram caracterizadas por um padrão de migração de gravidade para as crianças, que representaram mais de 50% dos pacientes internados nos municípios de maior contingente populacional. Mesmo em municípios com menor população, mais de 25% dos pacientes internados por dengue eram crianças, o que ressalta que todo o país vem sofrendo, de maneira semelhante, essas alterações no perfil da doença. No ano de 2009, ate a semana epidemiológica 17, foram notificados 266.285 casos de dengue, o que representa um declínio de 52%, em relação ao mesmo período de 2008.

O cenário atual de diminuição de casos demonstra a capacidade da sociedade brasileira e do setor saúde no enfrentamento das epidemias de dengue. A sustentabilidade desse quadro exige a continuidade dos esforços pelas três esferas de governo, além do comprometimento de outros setores externos ao setor saúde. Com a conjunção desses esforços, será possível responder adequadamente as epidemias de dengue.

Dengue
É uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

A dengue é conhecida no Brasil desde os tempos de colônia. O mosquito Aedes aegypti tem origem africana. Ele chegou ao Brasil junto com os navios negreiros, depois de uma longa viagem de seus ovos dentro dos depósitos de água das embarcações.

O primeiro caso da doença foi registrado em 1685, em Recife (PE). Em 1692, a dengue provocou 2 mil mortes em Salvador (BA), reaparecendo em novo surto em 1792.

Em 1846, o mosquito Aedes aegypti tornou-se conhecido quando uma epidemia de dengue atingiu o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Entre 1851 e 1853 e em 1916, São Paulo foi atingida por epidemias da doença. Em 1923, Niterói, no estado do Rio, lutou contra uma epidemia em sua região oceânica.

Em 1903, Oswaldo Cruz, então Diretor Geral da Saúde Pública, implantou um programa de combate ao mosquito que alcançou seu auge em 1909. Em 1957, anunciou-se que a doença estava erradicada do Brasil, embora os casos continuassem ocorrendo até 1982, quando houve uma epidemia em Roraima.

Em 1986, foram registradas epidemias nos estados do Rio de Janeiro, de Alagoas e do Ceará. Nos anos seguintes, outros estados brasileiros foram afetados.

No Rio de Janeiro (Região Sudeste) ocorreram duas grandes epidemias. A primeira, em 1986-87, com cerca de 90 mil casos; e a segunda, em 1990-91, com aproximadamente 100 mil casos confirmados. A partir de 1995, a dengue passou a ser registrada em todas as regiões do país.

Em 1998 ocorreram 570.148 casos de dengue no Brasil; em 1999 foram registrados 204.210 e, em 2000, até a primeira semana de março, 6.104.

Em 2006, o número de casos de dengue voltou a crescer no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre janeiro e setembro de 2006 foram registrados 279.241 casos de dengue o equivalente a 1 caso (não fatal) para cada 30 km² do território desse país. Um crescimento de 26,3% em relação ao mesmo período em 2005. A região com maior incidência foi a Sudeste.

Já em 2008, a doença volta com força total, principalmente no Rio de Janeiro, onde foram registrados quase 250 mil casos da doença e 174 mortes em todo o Estado (e outras 150 em investigação), sendo 100 mortes e 125 mil casos somente na cidade do Rio de Janeiro. A epidemia de 2008 superou, em número de vítimas fatais, a epidemia de 2002, onde 91 pessoas morreram. Nos últimos anos, outros estados do Brasil também registraram uma epidemia de Dengue.

Atualmente, a dengue hemorrágica está entre as dez principais causas de hospitalização e morte de crianças em países da Ásia tropical. Nas Américas, a primeira epidemia de dengue hemorrágico que se tem notícia ocorreu em Cuba, em 1981. 

Dengue Clássica
É uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjoos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.

Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

Dengue Hemorrágica
É uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.

Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Síndrome de Choque da Dengue
Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.

Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.


Fonte:
http://www.combateadengue.com.br


 



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